CINEMA NO CAROLINA – CAFARNAUM

Na sequência da realização de um ciclo de cinema subordinado ao tema “Prevenção dos maus-tratos na infância”, no Cinema Trindade, levado a cabo pela  Comissão de Proteção de Crianças e Jovens Porto Ocidental  em colaboração com a Câmara Municipal do Porto, trazemos um dos filmes ao AECM, com vista a um debate sobre o mesmo.

Uma iniciativa em colaboração com a APAECM – Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Carolina Michaelis.

 

29 de maio—17:00h – Visionamento (120’)

30 de maio 17:00h – Debate

Auditório 0.3

 

 

 

 

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Dois Minutos Para Mudar de Vida

Caros Pais e E.E,

Partilhamos informação, porque é  preocupação de todos nós uma boa saúde,  na qual nos foi  remetida pela Coordenadora da Equipa PES do AECM  Dra. Mª Conceição Campelo , o seguinte:

Está  a passar à noite na RTP, de segunda a sexta-feira uma série de ficção portuguesa de educação para a saúde “Dois Minutos para Mudar de Vida” (duração-05 minutos) .

Os episódios são escritos por uma equipa de investigadores do IPATIMUP e por argumentistas de televisão.  O objetivo desta série é promover mudanças de comportamento  que estão ao alcance de cada um  de nós para prevenir o cancro e outras doenças não-transmissíveis. A série que teve inicio a 8 de abril 2019 e  já conta com 20 episódios.

Estes são os links onde podem aceder:

i3S lança primeira série de ficção sobre educação para a saúde

https://www.rtp.pt/play/p5690/e405277/dois-minutos-mudar-vida

Grata pela vossa atenção e votos de uma boa semana.

 

Respeito pela diferença e resolução de conflitos – Carolina Michaëlis e Irene Lisboa

Durante os meses de fevereiro e março, todas as turmas do 5º, 6º, 7º e 8º ano,  do Carolina Michaelis e Irene Lisboa, que se inscreveram, tiveram a oportunidade de participar numa ação que visava o Respeito pela diferença e a resolução de conflitos, conduzida pela formadora e sociodramatista com formação em Relações Internacionais e em Psicologia, Sílvia Vilas.
A tirar o Mestrado em Psicologia Clínica estando e atualmente a estagiar numa IPSS, no âmbito do RSI.

Tem realizado algumas intervenções junto de jovens, trabalhando com eles temas como a amizade, o amor, a comunicação interpessoal, o bullying e a violência no namoro.

“Acho importante que os jovens aprendam a integrar o que pensam, o que sentem e como agem de modo a se sentirem pessoas mais completas melhorando as relações consigo e como os outros.”

Escola Básica Irene Lisboa – Magusto 2018

Caros Pais e Encarregados de Educação,

No passado dia 9 de novembro de 2018, realizou-se o habitual Magusto na Escola Básica Irene Lisboa.

A APAECM/Núcleo Irene Lisboa ofereceu as castanhas,  tendo o pessoal docente e não docente da Escola (a quem deixamos o nosso Muito Obrigado), contribuído para uma manhã mais quentinha e saborosa!

Deixamos aqui algumas fotos do Magusto.

Obrigado.

 

Ainda não percebi o que querem de mim…

Caros Pais e Encarregados de Educação,

Deixamos aqui um texto que chegou a esta Associação e que achamos por bem partilhar.

“Ainda não percebi bem o que querem de mim…
Enquanto sou bébé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado, como, os meus pais cansados, olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e vou para cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.

Depois entro na escola.
Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe ou pai me venha buscar.
Em casa, faço os TPC’s,, com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, que mal dá salário para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama.
Ando assim mais 4 anos.

Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída.
Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro), e vou para casa. Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já vou sozinho para casa. Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro que eu, mostro o “passe” e chego a casa. Cansado!
Beijo o meu pai, também cansado, Beijo a minha mãe na cozinha, também cansada, e tento fazer os TPC’s. Por vezes adormeço. Muitas vezes não consigo fazê-los. E então já sei que os professores vão escrever um “recado” ao meu pai. E depois vou ser castigado. Mesmo que esteja cansado!
No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação.

Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores. Que os educadores devem ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas.
Os meus pais, estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir.

Fico a pensar, quem é que me pode educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer birra!
Talvez me olhem de outra maneira…
Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola. Está lá a malta da turma.
Eles até não se importam de “partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem”. Eles dizem que aquilo é um paraíso.
Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores.
Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.

Os adultos dizem que eu sou mal educado mas não é verdade, eu não tenho educação nenhuma mesmo.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!
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NOTA:
Não tenho nada contra os Pais ou os Professores, mas tenho contra esta Sociedade desequilibrada!”